Briefing estratégico · confidencial

Reunião Superlógica

Manoel (comercial / anjo) e Felipe (produto). Você não está captando. Chega sem precisar, com um ativo que já roda e uma cabeça de processo que eles respeitam.

Objetivo: troca genuína + ler o jogo Postura: par a par, não fornecedor Linha vermelha: IP e core não se abrem
O jogo deles · a lente pra ganhar a sala

O DNA da Superlógica é o seu DNA

Eles entregaram o próprio manual na imersão. Uma palavra move tudo: margem de contribuição. Fale a língua deles e você entra valendo.

01 O flywheel

Margem de contribuição alta → reinveste no produto e em aquisição → afoga o concorrente → toma market share → mais margem. Não perseguem topo de linha, perseguem margem reinvestida pra crescer e comprar. É a mesma cabeça que você opera.

02 Onde a margem de IA mora (dito pelo Felipe)

"Compro LLM no atacado e vendo no varejo. Assim como no ERP eu ganho mais no boleto do que no ERP, aqui eu ganho mais no token do que no próprio assento."

A margem de IA deles não vem do software, vem do markup do token. Quem hospeda o token, cobra o token.

03 São absorvedores (alerta)

"Seria mais fácil sair comprando todos os meus concorrentes." 8 aquisições + a fusão com a Arbo (foi assim que o Manoel entrou). Dentro da vertical deles, constroem e atropelam quem vende por cima. Não encoste no core deles achando que vai ser plugin no quintal.

Suas duas perguntas · respondidas

Fricção e margem

1 · A fricção do "pluga IA do cliente"

Não é lei da natureza, é escolha de arquitetura. A Superlógica matou essa fricção hospedando a LLM contra o banco do cliente dentro da infra deles, via API com permissionamento e guard-rail. O cliente não pluga nada, o dado já está lá, a IA varre e responde. E é aí que nasce a margem: quem hospeda o token, fica com o markup. Enquanto a IMFx depender do cliente plugar, você tem fricção e entrega a margem de token pra outro. O movimento é migrar pro modelo hospedado.

2 · Se vier convite de investimento

Distinção que muda o tabuleiro: Manoel-anjo pessoal é dinheiro inteligente + porta (rede comercial, mercado de imobiliária e condomínio, G4, chancela). Superlógica-corp é comprador estratégico que quer te dobrar dentro do Nexus. O valor do anjo não é o cheque, é o que vem junto, e isso você precifica, não dá de graça no valuation.

Régua fixa (você já cravou)

Não tá captando, chega sem precisar. IP sempre teu. Valuation por tração, não pelo cheque. Equity só por cima de royalty ou licença, nunca no lugar. Anjo bom entra por cima de um ativo que já roda, não compra teu core barato.

A brecha que eles abriram sem perceber

O marketplace de IP não está resolvido

No demo do Felipe, perguntaram sobre o criador ganhar sobre a própria propriedade intelectual na Store. Resposta textual:

"A gente ainda não opera nesse formato, mas já tivemos provocações... pode ser que aconteça."

A Store (4 mil clientes ativaram plugin, lançada 24/08, um mês de vida) monetiza plugin genérico e barato. Eles não têm resposta pra um fornecedor de solução de IA de alto valor que quer manter o IP num revenue-share sério. Essa é a categoria que eles não sabem preencher, e é onde você não é commodity. Mas na vertical deles eles vão querer construir sozinhos — por isso o teu jogo limpo é distribuição horizontal nas verticais que eles não servem (médico, jurídico, contábil), não vender funcionário virtual pra condomínio.

Playbook da mesa

Os dois chapéus do Manoel

Ele fala de dois lugares na mesma mesa. Lê qual chapéu está falando antes de abrir qualquer coisa.

Com o Felipe · produto/tech

Puxa a arquitetura: como ancoram o dado do cliente, como fazem o guard-rail, a economia de token, e cutuca a ferida do marketplace de IP de alto valor. Você sai daqui com a resposta da sua fricção e mede se há espaço de parceria técnica sem virar commodity.

Com o Manoel · negócio/anjo

Conversa de par a par. Você roda um G4, vende melhor que a média, tem um executor horizontal que eles não têm. Oferece a hipótese de valor nas verticais fora do core deles. E pergunta direto o que ele acha de unir de forma agressiva ou se teria que ser white-label. Lê se está pescando aquisição.

Como entrar valendo

Regra de ouro deles: margem de contribuição + diferencial tangível. Chega mostrando que o funcionário virtual tira a empresa de A pra B de forma tangível (corta headcount, ROI na tela), na língua que o Manoel respeita. Conta a história real: começou vendendo o "Funcionário do Mês" pra médico e hoje já está em outros nichos por causa da cabeça de processo. Isso prova o produto sem abrir o core.

O que abrir · o que segurar

Disciplina na mesa

Pode abrir
  • A tese: margem de contribuição reinvestida, DNA igual ao deles
  • O resultado tangível do funcionário virtual (A→B, ROI)
  • A jornada real: do médico pra outros nichos por processo
  • Que você entendeu a arquitetura e resolveu a fricção do seu lado
Segura
  • O core, os prompts, o roadmap e os números da IMFx
  • Detalhe técnico do que compete com a vertical deles
  • Qualquer sinal de que precisa de cheque ou de canal
  • Valuation ou termos antes de ler qual chapéu fala
Perguntas cirúrgicas

Pra fazer lá dentro

Números pra não errar na frente deles

A ficha da Superlógica

~R$700Mfaturamento (mira R$300M de lucro)
54%do mercado condominial
125 milcondomínios · 9 mil clientes
R$451Maporte Warburg Pincus (pré-IPO)

Banco próprio: 42 bilhões de boletos/ano, R$50bi transacionados. Cyrela sócia. Primeira brasileira a fechar parceria com a OpenAI. Não é R$1,2B — se citar faturamento, é ~R$700M. Manoel: ex-Arbo, comercial, mentor de sales do G4. Felipe: produto, vertical imobiliária. Almeida/Matheus: Head de Growth (case do Next).